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Endocrinologia

É a especialidade da Medicina que trata de doenças relacionadas ao mal funcionamento das glândulas e que acabam por resultar em disfunções hormonais. Os hormônios exercem uma série de funções vitais na regulação de todos os nossos órgãos, ditando o seu ritmo de funcionamento. As principais áreas de atuação do endocrinologista são: tireoide, osteoporose, pressão alta, osteoporose e distúrbios do cálcio e da vitamina D, hipófise, adrenal e hormônio de crescimento. Na Metabologia é tratado o diabetes, a obesidade e os distúrbios do colesterol e suas consequências em nosso organismo.

Tendo em vista o papel fundamental que os hormônios exercem em todos os nossos órgãos o Endocrinologista acabou se tornando um clínico geral hábil, tendo uma abrangente área de atuação na Medicina, pois acaba por lidar com as complicações e lesões que as disfunções hormonais causam em nosso metabolismo e em diferentes órgãos.

Tireóide

A glândula tireoide é localizada na parte anterior do pescoço, abaixo do Pomo de Adão. Seus hormônios, T3 e T4, são liberados na circulação e regulam o metabolismo de todos os órgãos do corpo humano.

No hipotireoidismo, realizamos o manejo com a administração de hormônio da tireoide. No hipertireoidismo, podemos utilizar medicações que inibem a produção de hormônios pela tireoide, iodo radioativo e, em alguns casos, cirurgia. Quando há a doença ocular, oftalmopatia, o manejo requer uma avaliação individualizada, a fim de preservar a visão. 

Doenças da Tireóide

Uma série de doenças pode causar o excesso (hipertireoidismo) ou a falta (hipotireoidismo) de produção dos hormônios da tireóide.  Nessas situações, a glândula pode aumentar, ocasionando o chamado bócio.

Câncer da Tireóide

Realizamos a avaliação dos nódulos de tireoide, a necessidade de investigação dos nódulos com punção e análise molecular, e a indicação de manejo cirúrgico quando há suspeita ou diagnóstico de câncer. Nossa equipe tem extensa experiência no manejo do câncer de tireoide e seu manejo
 

Sintomas e sinais

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Hipófise

A hipófise é a glândula que controla a tireóide, as glândulas adrenais, os testículos, os ovários, a produção de leite, a produção do hormônio de crescimento, do hormônio que causa as contrações do parto (ocitocina) e do hormônio anti-diurético (ADH), que regula a eliminação de água pela urina e estimula a sede. Do tamanho de uma bola de gude, a hipófise localiza-se no cérebro, atrás da testa. Doenças da hipófise podem causar a produção excessiva ou a deficiência dos hormônios produzidos pela glândula.

Doenças que resultam na produção excessiva de hormônios

Deficiência de hormônio masculino ou hipogonadismo

Homens que apresentam a deficiência de testosterona apresentam perda de desejo sexual energia e força, depressão, osteoporose e alteração dos níveis de colesterol. A avaliação endocrinológica é fundamental, pois esta deficiência pode ser originada de doenças do testículo ou da hipófise. Seu tratamento é realizado normalmente com a reposição de testosterona, mas cada caso deve ser muito bem avaliado e o tratamento personalizado antes de se tomar esta decisão, pois doenças importantes podem estar por trás do problema.


Insuficiência Adrenal

A produção do hormônio ACTH (hormônio cortiscotrófico) pode ser afetada em doenças da hipófise. Este hormônio controla a produção do hormônio cortisol pelas glândulas adrenais, que se localizam acima do rim. A deficiência desse hormônio pode causar diminuição excessiva dos níveis de sódio no sangue, resultando num quadro de sonolência, fraqueza, náuseas, dor de cabeça e até coma. A precisão do diagnóstico que é realizado pelo médico Endocrinologista é fundamental e o tratamento é realizado com a reposição de corticoides e, quando necessário, a cirurgia ou o manejo específico da doença de hipófise relacionada.

Acromegalia

Doença resultante da produção excessiva de hormônio de crescimento (GH) pela hipófise. A doença é rara e infelizmente pouco reconhecida, demorando-se, em media, 7 a 10 anos para a sua identificação. O excesso de hormônio de crescimento acaba causando um aumento do tamanho de mãos, pés, queixo, região malar e testa. Os pacientes podem ter dormência nas mãos em decorrência da presença de síndrome do túnel do carpo, causada pelo crescimento dos ossos e tecidos do pulso e consequente compressão do nervo mediano. A pressão arterial aumenta, o diabetes pode se desenvolver, pois o excesso de hormônio de crescimento predispõe a isto. Os pacientes podem desenvolver ainda insuficiência cardíaca, são mais predispostos a doenças cardiovasculares e tumores de intestino, além de bócio (aumento da glândula tireóide). A doença, se não tratada, pode levar a morte. O tratamento usualmente é cirúrgico, mas podem ser utilizadas medicações específicas que inibem a produção de hormônio de crescimento ou, até mesmo, radioterapia de hipófise. A escolha do melhor tratamento será personalizada no seu caso pelo médico endocrinologista.

Diabetes Insipidus

Doença causada pela deficiência do hormônio antidiurético (ADH) ou por defeitos genéticos que não permitam a sua atuação nos rins regulando a produção de urina. Os pacientes queixam-se de aumento significativo na produção de urina. Inicialmente à noite, mas, após algum tempo de dia. O volume de urina passa de 3 litros por dia e pode chegar a 20 litros, fazendo com que o paciente tenha que tomar muita água para compensar a perda de urina. O diagnóstico e a escolha do tratamento são realizados pelo endocrinologista. Normalmente se utiliza medicações que se assemelham ao hormônio antidiurético e, dependendo da situação, a cirurgia de hipófise. O benefício do tratamento com análogos do hormônio antidiurético (desmopressina ou DDAVP) é impressionante, apresentando um profundo impacto na visa do paciente. Da noite para o dia o paciente relata a normalização do volume de urina e o retorno há uma vida normal.

Hiperprolactinemia e Prolactinoma

O hormônio prolactina é normalmente liberado quando há sucção da mama pelo recém-nascido. Sua liberação pela hipófise permite a produção de leite pela mama. Tumores benignos de hipófise, denominados adenomas ou prolactinomas, causam a produção excessiva desse hormônio. O excesso de prolactina ou hiperprolactinemia causa perda de desejo sexual, produção de leite sem gravidez e que ocorre também em homens com a doença, osteoporose, perda de energia e depressão. A compressão da origem do nervo óptico pelo aumento do tamanho da hipófise pelo tumor pode causar déficit de visão. A hiperprolactinemia pode ter outras causas: uso de uma série de medicações e outras doenças, como as doenças hepáticas, renais e as síndromes dos ovários policísticos, devendo cada caso ser avaliado de forma personalizada pelo médico endocrinologista. O tratamento é medicamentoso e em 70-80% dos casos há regressão do tumor apenas com o uso de medicamentos específicos. Nos casos em que não há resposta ao tratamento medicamentoso, o endocrinologista deve indicar outras formas de tratamento, normalmente, radioterapia ou cirurgia associada ou não a medicações.

Glândula Adrenal

As glândula adrenais se localizam acima do rim, justificando o outro nome dado: glândulas supra-renais. Produz uma série de hormônios vitais para a sobrevivência. As doenças da glândula adrenal podem ser didadicamentede classificadas como sendo de 3 tipos, conforme detalhado abaixo:

Doenças que resultam na produção excessiva de hormônios

Síndrome de Cushing

Resulta da produção excessiva do hormônio corticóide denominado cortisol. Os pacientes desenvolvem um quadro lento e progressivo ou rápido com uma ou mais das seguintes manifestações: obesidade, hipertensão, diabetes, osteoporose com fratura de vértebras, cálculos renais, depressão, transtorno bipolar ou ansiedade. A avaliação realizada por médico endocrinologista permite o diagnóstico preciso do tipo de Síndrome de Cushing e a seleção do melhor tratamento. O sucesso no tratamento, que ocorre na maioria dos casos, permite a reversão completa de obesidade, hipertensão e diabetes.


Hiperaldosteronismo

Doença resultante da secreção excessiva do hormônio aldosterona pela adrenal. A doença se manifesta por diferentes graus de pressão alta (hipertensão arterial), queda dos níveis de potássio e, eventualmente, câimbras, palpitações, urinar em excesso, pré-desmaios ou desmaios. Pessoas com pressão arterial de difícil controle ou sem controle com 3 ou mais medicações e pessoas que tem história de pressão alta antes dos 30 anos requerem avaliação por médico Endocrinologista, que é o especialista na abordagem e tratamento desse tipo de problema.

Feocormocitoma

São tumores da adrenal ou de outras localizações do corpo (paragangliomas) que liberam uma série de hormônios derivados da adrenalina e da noradrenalina e que causam crise hipertensiva e pressão alta crônica como principais manifestações. Embora pouco usual, essa doença tem profundo impacto na saúde e está associada a um grande risco de doenças cardiovasculares. O médico especializado na identificação e manejo desses casos de pressão alta é o Endocrinologista. Pessoas que desenvolveram pressão alta antes dos 30 anos de idade ou que possuem manifestações clássicas da doença, como crise hipertensiva associada à palidez, suor, palpitações e dor de cabeça devem ser investigados. Muitos pacientes com feocromocitoma não apresentam estes sintomas, apresentando apenas pressão alta de difícil controle.

Hiperplasia Adrenal Congênita

Doença causada por uma deficiência de uma ou mais enzimas que realizam a converso do colesterol em diferentes hormônios da adrenal. Pacientes com estas doenças apresentam deficiência de hormônios e excesso de outros. Ao nascer, podem desenvolver ambiguidade sexual (formação incompleta do sistema reprodutor ou sua formação anômala). Pode resultar na adolescência em quadros de excesso de pêlos em mulheres ou desenvolvimento de puberdade precoce na infância em vez da adolescência. Tambem pode apresentar um quadro similar a síndrome dos ovários policísticos. Estas doenças também são manejadas com expertise pelos Endocrinologistas que realizarão o diagnóstico correto e a definição do melhor tratamento.

Distúrbios do Metabolismo do Cálcio

Osteoporose

A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo que resulta no enfraquecimento dos ossos e fraturas ósseas, principalmente vertebrais, de fêmur e rádio (antebraço).

Fatores de risco

• idade

• mulheres na menopausa

• tabagismo

• consumo de álcool

• doenças endocrinológicas como a síndrome de Cushing, o hipertireoidismo e a deficiência de hormônios masculinos

(distúrbios testiculares como a síndrome de Klinefelter) ou da hipófise e femininos (síndrome de Turner)

Adicionalmente, pessoas com mieloma múltiplo, um tipo de câncer, e aqueles realizando bloqueio hormonal por câncer de próstata apresentam um risco significativo para o desenvolvimento da doença.

Embora homens sejam menos predispostos, o surgimento de osteoporose está, na maioria dos casos, associado a algum tipo de doença orgânica que deve ser investigada por um Endocrinologista.


Deficiência de Vitamina D

Na infância chamada de raquitismo e na fase adulta da vida de osteomalácia. A deficiência de vitamina D, um hormônio produzido pelo fígado e rim, associa-se em adultos há um risco aumentado de doença cardiovascular, câncer, infecções e diabetes. A indicação de avaliação diagnóstica das doenças que causam deficiência de vitamina D e a necessidade de tratamento é realizada após avaliação clínica e solicitação de exames pelo médico Endocrinologista.

Sintomas relacionados à deficiência de vitamina D são:

• dores no corpo e nos ossos

• perda de motivação e energia

• fraqueza nas coxas e nas atividades que necessitam do uso dos ombros, como pentear os cabelos, por exemplo

 

Hiperparatireoidismo

É causado pela produção em excesso do paratormônio ou PTH, hormônio liberado no sangue pelas 4 glândulas paratireóides, situadas na região cervical, junto a glândula tireóide. Embora acometa a população adulta, é mais usual em mulheres e naqueles com doença renal crônica.

Essa doença causa retirada do cálcio dos ossos resultando em aumento dos níveis de cálcio no sangue e osteoporose. Também pode ocorrer uma eliminação do cálcio na urina, o que pode predispor ao aparecimento de cálculos renais (litíase renal).

Se o aumento dos níveis de cálcio for significativo, o paciente pode queixar-se de:

• sede e urinar em excesso

• falta de apetite

• enjoos

• dor de barriga

• pancreatite

• fraqueza

• perda de energia

• depressão

Após investigação completa para determinar o diagnóstico preciso, o tratamento indicado é normalmente a retirada da(s) glândula(s) doentes. Pacientes com hiperparatireoidismo que desenvolveram osteoporose podem ter este quadro revertido após a retirada da glândula.

Hipoparatireoidsmo

É a deficiência do paratormônio, paratormônio ou PTH, hormônio liberado no sangue pelas 4 glândulas paratireóides, situadas na região cervical, junto a glândula tireóide. A principal causa é a cirurgia do pescoço, principalmente a de retirada da glândula tireóide, podendo lesionar as glândulas paratireoides.

A característica principal dessa doença é a diminuição dos níveis de cálcio no sangue. Os pacientes podem sentir formigamento em dedos e nos lábios, espasmos musculares (quando o músculo se contrai de maneira espontânea). O hipoparatireoidismo pode causar calcificação de uma série de tecidos e órgãos, resultando no desenvolvimento de catarata, calcificação dos rins, do cérebro e vasculares.

O tratamento se faz com a administração de cálcio, vitamina D, paratormônio e medicações recentemente lançadas no mercado e que apresentam muita semelhança ao próprio.