Search
  • recepcaomedpersona

Diabetes Mellitus do Tipo 1

O Diabetes Mellitus do tipo 1 (DM1) consiste na falência do pâncreas quanto à capacidade de produzir insulina, usualmente levando à deficiência absoluta deste hormônio. A insulina é responsável pela transporte da glicose e de outros nutrientes essenciais à vida (“açúcar”) do sangue para dentro de nossas células. Com a produção insuficiente de insulina, o tratamento caracteriza-se pela reposição adequada deste hormônio, de forma planejada e individual, de acordo com as necessidades específicas de cada um. Estas necessidades baseiam-se em múltiplas variáveis, como o ciclo da vida, o peso corporal, a meta glicêmica e a ingestão alimentar.


A prioridade no tratamento do diabetes é devolver o equilíbrio metabólico e mantê-lo assim, propiciando um estado o mais próximo possível do funcionamento normal. O principal objetivo da terapia com insulina é manter a glicemia dentro dos parâmetros aceitáveis e evitar complicações cardiovasculares, neurológicas, a perda de visão podendo levar a cegueira e a insuficiência renal, decorrentes da hiperglicemia e de outras anormalidades metabólicas decorrente da desregulação do metabolismo corporal, que é orquestrado, em parte, pela insulina.


O DM1 começa, com mais frequência, em crianças e adolescentes, mas pode manifestar-se em qualquer idade, até mesmo na fase mais tardia da vida. Há um manejo específico do diabetes em crianças e adolescentes, mas as recomendações nutricionais permitem escolhas dos mais variados alimentos, sem uma restrição absoluta de qualquer alimento. Portanto, são definidos padrões alimentares saudáveis para todas as crianças e adolescentes, enfatizando o consumo de “comida saudável e de verdade” com alimentos frescos, ricos em nutrientes e de alta qualidade, em conjunto com menor consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas com adição de açúcar.


No geral, recomenda-se que os jovens com diabetes mellitus tipo 1 participem de 60 minutos de atividades aeróbicas com intensidade moderada (por exemplo, caminhada rápida, dança) a vigorosa (por exemplo, corrida, pular corda), incluindo treinamento de resistência e flexibilidade.

Uma das abordagens de tratamento recomendada para pacientes com diabetes em uso de múltiplas doses de insulina é a contagem de carboidratos, a qual é associada a melhora no controle da glicemia e maior flexibilidade na alimentação.


O que é a contagem?

Esta técnica busca integrar a dose de insulina aplicada nas refeições à quantidade de carboidrato ingerida e o valor da glicemia que o indivíduo apresenta antes da refeição (quando este não se encontra dentro da meta estabelecida pelo médico).


Por que contar carboidratos? Esta estratégia tem como base o fato de que o carboidrato é o nutriente que tem maior influência na glicemia (quando comparado à proteína e à gordura), sendo totalmente convertido em glicose após a ingestão. Pode-se também realizar o cálculo de gordura e proteína para definir a dose de insulina a ser aplicada. Adicionalmente, para os nossos pacientes em uso de bomba de infusão de insulina, considerada um tratamento inovador para o diabetes mellitus tipo 1, o cálculo do consumo de gordura e proteína permite se utilizar módulos e padrões de liberação de insulina pela bomba mais adequados e que permitam um controle da glicemia mais eficiente.


Quais os benefícios da contagem? Além do impacto positivo no controle glicêmico, outro ponto positivo da contagem é proporcionar maior flexibilidade na alimentação, já que possibilita ajustes na dose de insulina de acordo com o consumo. Já para pacientes em uso de doses fixas de insulina (ou seja, que não fazem contagem) o planejamento alimentar enfatiza um padrão de consumo de carboidrato relativamente fixo. No entanto, é importante lembrar que embora a contagem possibilite uma ingestão menos rígida, deve ser inserida no contexto de uma alimentação saudável.

12 views0 comments

Recent Posts

See All